• Jéssica Alvarenga

Linho: a fibra atemporal

Quem acompanha a Brisa há mais tempo sabe que o linho é uma das principais fibras naturais que temos o prazer de trabalhar. Por isso, resolvemos criar um conteúdo especial para esse têxtil que acompanha a história da humanidade e que, por esse motivo, é considerado nobre e atemporal.

O linho é uma fibra natural, ou seja, é extraída de organismos vivos, nesse caso de origem vegetal (Linum usitatissimum). Os primeiros registros da utilização do linho pela espécie humana datam de cerca de 8 mil anos, comprovando que a nobreza e a solidez dessa fibra já eram conhecidas desde os tempos mais remotos. Na Antiguidade, os navegadores fenícios compravam esse material no Egito para então exportá-lo para a Europa (Irlanda, Inglaterra e Bretanha), onde até hoje tradicionalmente estão as fibras de melhor qualidade (Bélgica, França e Holanda). Entretanto, o maior país produtor de linho no mundo é a Rússia, responsável por quase metade da produção mundial.


A produção de linho no Brasil surgiu com a chegada dos imigrantes europeus no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Hoje, a região de Guarani das Missões (RS) é a única do Brasil onde ainda se cultiva o linho, mas não mais para a extração de fibras têxteis e sim de suas sementes - a linhaça, que tem seu óleo utilizado no preparo de tintas, esmaltes e vernizes. O cultivo do linho com finalidade têxtil foi praticamente extinto durante a década de 60 devido à concorrência com outras fibras vegetais como o algodão convencional e, principalmente, com o advento das fibras sintéticas, como o poliéster e a poliamida. Com o tempo foi se tornando cada vez mais barata a produção de tecidos de origem sintética (não renovável) à base de petróleo (isso mesmo, plástico!), que surgiu no mercado querendo competir com a promessa de “não amassar”.


A planta do linho se desenvolve bem tanto em climas quentes como temperados. Seu ciclo de vida é curto, cerca de 60 dias. O cultivo do linho apresenta menor quantidade de pragas e, por isso, faz uso de pouco, ou nenhum, agrotóxico ou fertilizante. Mesmo quando é necessário utilizar algum produto químico, o volume por hectare empregado corresponde à metade do requerido em cultivos de algodão convencional, causando menor impacto ambiental. A cultura do linho também tem um ótimo aproveitamento, o que significa que praticamente tudo da planta é aproveitado (fibras, óleos, sementes etc.), sendo considerada, assim, uma cultura mais sustentável do que a do algodão convencional ou da produção de fibras sintéticas.


A fibra do linho é a mais longa fibra vegetal, alcançando de 30 a 120 cm de comprimento. Quanto maior é o comprimento de uma fibra natural, mais resistente ela é, portanto mais nobre é o tecido. Para se ter uma ideia, as fibras de algodão (aquele pompom que costumamos ver em imagens) possuem um comprimento que varia de 2,5 a 5,5 cm. Ou seja, a fibra do linho é realmente muito longa, o que o torna muito durável. Essa mesma característica do linho faz com que o tecido amasse com mais facilidade.




PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:

  • Provém de matéria-prima renovável de origem vegetal;

  • Reconhecido por sua leveza, resistência e durabilidade;

  • Seu cultivo e produção são de baixo impacto ambiental;

  • O tecido possui ótima regulagem térmica, permitindo que a nossa pele transpire organicamente, conferindo conforto e leveza ao nosso corpo;

  • Possui uma gama de cores naturais que vai do marfim ao cinza.

  • O linho de cor branca passa por um processo de alvejamento;

  • O linho favorece o sono e é um forte aliado no combate ao estresse;

  • É um tecido antialérgico e bactericida usado como auxiliar em tratamentos de doenças de pele de forma a acelerar a cura.

Nós somos completamente apaixonadas pelo linho, adoramos as particularidades de se trabalhar com essa fibra e, por isso, ela já se tornou a cara da Brisa! Escolhemos esse tecido para confeccionar a Camisa Áster, com o objetivo de combinar os aspectos duráveis de um produto natural ao bem-estar feminino. Sempre indicamos essa peça na cor off white às mulheres que querem investir em sua primeira Brisa, pois ela traz praticidade, leveza e originalidade na composição do seu guarda-roupa. Nós acreditamos que as características biológicas e históricas dessa fibra estão muito alinhadas ao propósito de uma moda responsável quando combina durabilidade, atemporalidade e versatilidade.


Como já comunicamos por aqui no Blog da Brisa, o Slow Fashion visa uma mudança de perspectiva, sobretudo através da preservação dos elementos naturais, da confecção de roupas duráveis, bem como um processo de produção “sem pressa”. Completamente alinhada ao Slow Fashion e à Economia Circular, a Brisa desenvolve suas peças em linho com ênfase no design essencial e natural. Nossas criações atemporais são todas produzidas com capricho e qualidade nos acabamentos para possibilitar um longo período de uso. Assim, assumimos a responsabilidade de todo o processo Brisa ocorrer em harmonia com a natureza e com um consumo mais consciente.


CURTIU? Compartilhe esse conteúdo com alguém que adora o linho tanto quanto a gente!


DICA DA BRISA:

Se você quer saber como o linho pode ser uma fibra versátil para o seu roupeiro, confira a nossa live com a Nathália Becker do Armário Empoderado sobre um armário cápsula.


Brisa - Jéssica Alvarenga

S O B R E A A U T O R A

Jéssica Alvarenga

Bióloga, estudante de design de moda, estagiária na Brisa, apaixonada por trabalhos manuais, entusiasta do Bem Viver e ativista por um

futuro mais consciente.



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